domingo, 20 de maio de 2012

Ética Empresarial, Portugal

 

CGD integra responsabilidade social e corporativa do European Savings Bank Group











A portuguesa Caixa Geral de Depósitos (CGD) acaba de ser convidada para integrar o comité de responsabilidade social e corporativa do European Savings Bank Group (ESBG), entidade que representa a voz europeia dos bancos de poupança e retalho.
Segundo a CGD, este convite surgiu na sequência dos vários programas da instituição nas áreas social, económica e ambiental – Caixa Carbono Zero, programa de neutralidade carbónica; Co-Laboratório de Inovação Social, projecto de inovação social; Banco Social, inclusão financeira; Bolsa de Valores Sociais e Fundo Caixa Fã, dedicados ao investimento social; ou Fundo Bem Comum, de empreendedorismo social.
“Associar o desenvolvimento à sustentabilidade económica e ambiental e ao combate à pobreza e exclusão sociais é, desde sempre, um desígnio da CGD, que tem pautado a sua intervenção pública e está enquadrada na sua Política de Envolvimento com a Comunidade”, explicou o banco português.
A participação da Caixa neste fórum europeu permite “alavancar sinergias” e o “desenvolvimento de parcerias” que poderão constituir oportunidades de evolução da sociedade e economia portugueses, tendo como referência a crescente valorização dos conceitos de inovação e empreendedorismo social como motores do progresso económico e “oportunidades de captação de negócio”.
“As empresas sociais têm um impacto social positivo e priorizam a realização de objectivos sociais sobre a maximização dos lucros. Trata-se de um setor em expansão na Europa, que representa actualmente 10% do conjunto das empresas europeias”, reconhece a CGD.
O empreendedorismo social, recorde-se, é uma das prioridades da União Europeia para o desenvolvimento do Mercado Único nos próximos anos. Segundo a UE, a economia social e as empresas sociais deverão estar no centro da visão do desenvolvimento sustentável.
“Perante esta conjuntura, e tendência crescente sob a chancela da Comissão Europeia, a Caixa reconhece a oportunidade de intervenção para melhorar as condições de acesso ao financiamento, designadamente, por via do desenvolvimento de novos instrumentos financeiros e modelos de negócio”, conclui a empresa portuguesa.




http://www.greensavers.pt/2012/05/17/cgd-integra-responsabilidade-social-e-corporativa-do-european-savings-bank-group/










03-05-2012 às 11:35

Nova rede social portuguesa apela ao voluntariado no Verão

 





«Muda o teu Mundo» é o apelo que a nova rede social My Social Project lança para mobilizar Portugal para o voluntariado, através de um vídeo institucional que também comemora o primeiro mês do projecto durante o qual se registou grande dinamismo e interactividade online.



«Em pouco mais de um mês, contamos com cerca de 1700 membros inscritos e mais de 100 Causas espalhadas pelo país inteiro», afirma o co-fundador do projecto, Pedro Bártolo.
Destinado a todos os portugueses, especialmente para aqueles que têm umas férias mais compridas (os jovens), o vídeo apresenta o My Social Project como o veículo ideal para encontrar e entrar em contacto Causas, Associações e IPSS às quais se podem dedicar durante as férias de Verão.
Sob o lema «Aproximamos Pessoas», o My Social Project apela ainda à interacção das Empresas e Causas, de modo a facilitar a concretização de projectos sociais.
«Muda o teu Mundo» é um apelo que conta com o apoio promocional da Mega Hits, rádio que adoptou a plataforma online como o seu projecto de responsabilidade social.



 

Muda o teu mundo




VISÃO e Montepio estão à procura de "Os Nossos Heróis"











Pessoas e empresas que sejam exemplos de solidariedade e responsabilidade sociais vão ser homenageadas com o prémio "Os Nossos Heróis". Se conhece algum caso de cidadania que seja inspirador ou se gostava de ver o seu trabalho reconhecido, inscreva-se

16:16 Terça feira, 15 de Maio de 2012



A conferência Transformadores: Histórias de Gente Comum com Ideias Extraordinárias, realizada em parceria pela VISÃO Solidária e pelo Montepio, foi o ponto de partida para o novo desafio lançado aos cidadãos que se preocupam ou estão envolvidos em projectos de solidariedade social. Coube a Francisco Pinto Balsemão anunciar a primeira edição do prémio "Os Nossos Heróis", que volta a juntar a VISÃO Solidária e o Montepio. A iniciativa pretende distinguir pessoas e empresas que desempenham um papel activo e importante ao nível da solidariedade social. O principal objectivo é dar a conhecer cidadãos que desenvolvam projectos que fazem a diferença na comunidade onde estão inseridos, à semelhança dos oradores da conferência Transformadores, como a professora de ensino especial Celmira Macedo ou o assistente social José António Pinto (Chalana). As empresas que assumem um papel relevante em matéria de responsabilidade social também vão ser distinguidas pelo seu trabalho. O prémio "Os Nossos Heróis" é um desafio que nos vai ajudar a divulgar projetos e ideias de excelência social. As candidaturas deverão ser enviadas para o email visao@impresa.pt, com o assunto "Os Nossos Heróis"; ou para a morada: Prémio "Os Nossos Heróis" Revista Visão. Rua Calvet de Magalhães, n.º 242 - 2770-022 Paço de Arcos. Ajude-nos a encontrar "Os Nossos Heróis".


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Objectivos do Milénio 2015 - Parceria global para o desenvolvimento.

http://www.objectivo2015.org/inicio/index.php?option=com_content&view=article&id=87&Itemid=211


Fortalecer uma parceria global para o desenvolvimento

Todos os Estados membros da ONU subscreveram em 2000 a Declaração do Milénio, prometendo apoiar uma “parceria global para o desenvolvimento” para atingir os Objectivos do Milénio (ODM) até 2015. Os países pobres concordaram em implementar políticas com vista a alcançar os ODM e ainda a melhorar a sua própria governação, transparência e prestação de contas. Em troca, os países ricos concordaram em apoiar os países em desenvolvimento no esforço de atingirem os ODM, reestruturando a ajuda, a dívida e as políticas comerciais.

A Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD) fornece aos países em desenvolvimento os recursos adicionais necessários para investir nas reformas humanas, sociais e físicas que são cruciais para o desenvolvimento sustentável e para a realização dos ODM. Tanto os países desenvolvidos como os países em desenvolvimento querem que a APD seja um apoio temporário que impulsione o desenvolvimento e tenha como objectivo último permitir que os países pobres se desenvolvam e autonomizem.

Embora o comércio não seja uma panaceia para os problemas dos países pobres, caso as políticas comerciais abordassem a situação especial e os obstáculos com que se deparam aos países em desenvolvimento na economia global, poderiam ter um impacto positivo no desenvolvimento e nos ODM. Dado que 70% da população dos países pobres depende da agricultura para a sua subsistência, as práticas comerciais injustas têm um impacto desproporcionado nas pessoas mais pobres.


Situação actual

A Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD) está a diminuir, tendo passado de 107,1 mil milhões de dólares em 2005, para para 104.4 mil milhões de dólares em 2006 e 103.7 mil milhões em 2007. Excluindo as reduções à dívida, o valor líquido da APD aumentou 2.4%. A APD total permanece muito abaixo do objectivo de 0.7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB): desceu para 0.28% do RNB em 2007 para o conjunto dos países desnvolvidos (Portugal 0,19%).

O comércio internacional apresenta barreiras que diminuem a capacidade de os países pobres partilharem os benefícios da globalização. As promessas continuarão por cumprir enquanto os países ricos não eliminarem as suas práticas comerciais injustas que distorcem os termos do comércio e dificultam o acesso dos países pobres aos mercados internacionais, tais como: os subsídios agrícolas que distorcem as condições de concorrência, as quotas de importação e o dumping.

A crise mundial dos alimentos é, em parte, resultado dos subsídios agrícolas domésticos e da protecção aduaneira aplicada pelos países desenvolvidos, o que por muitos anos desencorajou a produção agrícola nos países em desenvolvimento. O apoio dado pelos países desenvolvidos ao seu próprio sector agrícola cresceu cerca de 65 mil milhões de dólares entre 2000 e 2004, antes de ser cortada em cerca de 16 mil milhões de dólares em 2006. Todavia, com 372 mil milhões de dólares, estes gastos permanecem três vezes mais altos que a APD concedida aos países em desenvolvimento.


O que falta fazer

É necessário um aumento anual de APD no montante de 18 mil milhões de dólares para cumprir a promessa, feita pelo G8 em 2005, de duplicar a ajuda mundial até 2010, concedendo mais 50 mil milhões de dólares por ano (dos quais 25 milhões se destinariam a África). Outros compromissos pendentes: o objectivo de 0,7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) para APD (sendo que 0,15% a 0,2 % desse RNB seria para APD a Países Menos Avançados) e, em geral, a implementação da Declaração de Paris (2005), no sentido da aumentar a qualidade, a eficácia, a previsibilidade e a coerência da APD.

Para além de aumentar a APD, é preciso melhorar a sua qualidade. Há demasiada APD condicionada, i.e., os beneficiários têm de adquirir produtos aos países doadores, como contrapartida pela APD recebida. Os E.U.A. são os maiores distribuidores de Ajuda condicionada – 70% da sua APD – e os principais países beneficiários são mais os aliados da sua política externa do que os países mais necessitados.

No plano do comércio internacional, é urgente formular medidas e acções com vista a concluir a ronda de negociações comerciais de Doha, a fim de reduzir as actuais distorções das trocas comerciais e as substitui-las por mecanismos mais equitativos. Os países ricos devem acabar com os subsídios que distorcem as regras do comércio e melhorar o acesso dos países pobres aos mercados internacionais.

IAPMEI - NA ROTA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL



Projecto Ser PME Responsável                                  

 Apresentação

O que é a Responsabilidade Social das Empresas


A responsabilidade social das empresas é a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais nas suas operações e na sua interacção com todas as partes interessadas. Assim, as empresas contribuem para a satisfação das necessidades dos seus clientes, gerindo simultaneamente as expectativas dos trabalhadores, dos fornecedores e da comunidade local.
Trata-se de contribuir, de forma positiva, para a sociedade e de gerir os impactos ambientais da empresa, o que poderá proporcionar vantagens directas para o negócio e assegurar a competitividade a longo prazo.



Razões para ser um Empresário(a) Responsável


Enquanto empresário activo, de que modo assegura a vantagem competitiva e a continuidade a longo prazo da sua empresa? Satisfazendo as necessidades dos seus actuais clientes e conquistando novos clientes, desenvolvendo novos produtos e serviços e, sobretudo, gerando lucros.
A responsabilidade social das empresas pode ajudá-lo a atingir todos estes objectivos! Integre a responsabilidade social, enquanto investimento estratégico, no núcleo da sua política empresarial, nos seus instrumentos de gestão e nas suas operações. Considere a responsabilidade social um investimento, através da qual pode adoptar uma abordagem inclusiva do ponto de vista financeiro, comercial e social, conducente a uma estratégia a longo prazo que minimize os riscos decorrentes de incógnitas.



Significado prático da Responsabilidade Social das Empresas

A motivação dos trabalhadores e seu consequente aumento de produtividade podem ser alcançados adoptando medidas, como: a aprendizagem ao longo da vida; a igualdade em termos de remuneração e de perspectivas de carreira para ambos os sexos; uma preocupação relativamente à empregabilidade e à segurança dos postos de trabalho.


Uma redução na exploração de recursos, nas emissões poluentes ou na produção de resíduos contribui para:
·         A redução das despesas energéticas e de eliminação de resíduos;
·         A redução dos custos de matéria-prima e despoluição.
 
 
A reputação tem uma importância crucial para garantir o sucesso no mercado. Pode conquistá-la através de:


·         Um empenho contínuo em práticas comerciais éticas;


·         Boas relações com clientes e fornecedores;


·         Uma boa rede de contactos.



A maioria das PME constitui uma parte integrante da comunidade local e participa activamente nas aspirações e actividades locais, usufruindo de vantagens, como:



·         Uma melhor reputação empresarial;


·         Uma melhor contratação e fidelização do pessoal;


·         Estabelecimento de contactos com autoridades locais e pessoas com influência na opinião pública.



21.03.2005


http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=1860